sexta-feira, 22 de julho de 2011

O DONO DA VERDADE

 Quem é o DONO da VERDADE? _ Eu sou! Sou eu o dono da verdade. Ainda não registrei a posse no papel, mas uso ela há tanto tempo que já a adquiri por usucapião. A esse povo covarde que tem medo de enfrentar a realidade cara a cara, que insiste em apregoar que exista mais de uma verdade, que teima em transformar a verdade em versão, tenho a dizer que a verdade é uma só e tem dono. Eu sou o dono da verdade. E estou aqui para defendê-la daqueles que já usucapiram a mentira. E querem semear o caos, a confusão e a desordem nesta terra que, lamentavelmente, em se plantando tudo dá. A quem interessam estas inversões de valores senão às Minorias Dominantes. Grupos demograficamente minoritários, mas que possuem um poder político e econômico desproporcional ao seu tamanho. Corromper os valores morais, as crenças e as verdades de um povo, é uma prática usada desde a antiguidade, por minorias étnicas, religiosas ou alienígenas, interessadas em impor sua supremacia sobre a maioria ou os nativos da terra.
Minoritarismo é um processo pelo qual uma pequena parcela da população, consegue impedir que a maioria da população aprove suas leis. Imagine um congresso constituído por 99 deputados, onde impere a regra dos 2/3. Dois terços de 99 são 66, portanto, com apenas 34 deputados a minoria conseguiria impedir que a maioria aprovasse seus projetos. Os votos de 65 deputados seriam insuficientes para fazer prevalecer a vontade da maioria. Nota-se que a regra do “metade mais um” seria muito mais justa. Se não bastassem estas regras onde a maioria não pode impor sua vontade, no Brasil pratica-se a Democracia Totalitária, regime em que o povo simplesmente elege seu representante, mas não tem qualquer influência no processo decisório. Todas as decisões vêm de cima para baixo e cabe ao povo unicamente acatá-las. A este sistema totalitário interessa dissolver todos os valores morais e religiosos que a sociedade tem, desfazendo-se de todos os costumes e das tradições do povo, a fim de que suas ações não sejam julgadas pelas regras morais e religiosas da população. Deixando a Minoria Dominante livre para praticar toda sorte de saques aos tesouros do povo sem que haja a menor resistência. Criando e aumentando impostos escravizantes, taxas, pedágios, corrupção, sem prestar qualquer serviço a população. Por esta razão defendem eles que o Brasil seja um Estado laico, onde tudo é permitido.
Em nosso sistema de Democracia Totalitária, a transparente Minoria Dominante controla os meios de comunicação de massas induzindo o povo a acreditar e fazer o que quer que eles queiram. Num país capitalista democrático os meios de comunicação são um negócio como outro qualquer. Qualquer empresário pode ter um canal de televisão, uma estação de rádio, um jornal ou uma revista. Mas nos sistemas totalitários estas empresas são controladas pelo governo, dependem de uma concessão que somente é fornecida aos amigos do poder. E são usadas como máquinas de lavagem cerebral, somente as inverdades que lhes convêm são amplamente e unissonamente divulgadas. Observe que o país possui apenas quatro emissoras de televisão com alcance nacional e já teve menos. Veja que os telejornais do país dão as mesmas notícias e ao mesmo tempo, como se nada mais houvesse a ser dito. E que todos os apresentadores têm incrivelmente a mesma opinião oficial de sempre. Atente que as telenovelas de todos os canais têm sempre os mesmos enredos. E se dedicam incansavelmente a quebrar o que eles chamam de tabus, as crenças religiosas, os valores morais e as tradições de nosso povo. Expondo as famílias, as crianças e os adolescentes a infinitas horas de orgias e aberrações sexuais, até varrer da alma do povo a última gota de pudor e escrúpulo, convencendo o povo de que toda depravação é normal, que o mundo é assim. Intitulam, pejorativamente, de preconceituosos e moralistas todos aqueles que defendam os valores conservadores e convencionais da família brasileira.
O processo de convencimento da inversão de valores passa por uma distorção do significado real das palavras. Preconceito, por exemplo, nada mais é que a existência de um conceito pré-estabelecido. A matemática, a física, a química, estão repletas de conceitos pré-estabelecidos.  Uma vez que as experiências estabeleçam um conceito, não há mais a necessidade de testá-los novamente e temos então um conceito pré-estabelecido. A manipulação que a televisão faz com o termo preconceito é tamanha que ninguém estranhará o dia em que a televisão brasileira decidir revogar os conceitos pré estabelecidos pelas ciências.
Começaram ainda na época do militarismo, a combater o machismo do brasileiro e a incentivar o feminismo no Brasil. E novamente distorceram os termos. Antigamente, numa família, apenas o homem trabalhava e sustentava a mulher e dez filhos. Hoje, todos na família trabalham e não conseguem se manter.  Antigamente os filhos tratavam os pais respeitosamente por senhor e senhora, ainda durante o militarismo teve início uma campanha na televisão para que os filhos tratassem os pais por você e contestassem suas doutrinas. Também incentivaram os pais para que deixassem de educar seus filhos com a formalidade tradicional de nosso povo. Qualquer reação contrária era considerada machista e antiquada.
Deformaram e inseriram um novo conceito, a modernidade. E só era moderno aquilo que transgredia as normas tradicionais da população. Propagaram a discórdia nas famílias, o linguajar chulo e grosseiro entre pais e filhos até romper com a célula mater da sociedade. Apregoaram ao povo como sendo modernas as práticas consagradas por Sodoma e Gomorra. Só deixaram de dizer ao povo que nos Estados Unidos, Japão, Inglaterra entre outros, modernidade significa boas escolas, ciência e um ótimo padrão de vida. Nestes países as boas maneiras jamais foram uma coisa antiquada, a moral, a religião e seus costumes jamais foram violados.
Deturpando o significado da palavra macho e moral, induziram o povo a ter vergonha de ter dignidade, e exigir respeito à sua honra e família. Hoje o povo se sente constrangido por defender a verdade e seus pensamentos. Sente receio de ser taxado de machista, moralista, preconceituoso, homofóbico, hipócrita, por defender o que pensa. Mas hipócritas são aqueles que pregam para a família brasileira valores que não desejam para seus filhos, que mandam seus filhos estudar no exterior, como se fazia na época da colonização. Adulterando o significado do movimento feminista, induziram as mulheres a acreditar que feminismo significa orgia e depravação, nudez, sexo, desapego e desrespeito às tradições familiares e sociais. Escancarando as portas da corrupção, facilitando a implantação do trabalho escravo, a privatização dos bens públicos, o desvio e concentração das riquezas da nação sem que haja reação de quem quer que seja. Ninguém fica indignado com absolutamente nada, pois tudo é permitido e nenhuma mentira é combatida.
Durante e após o regime militar o único exilado que de fato existiu no Brasil, foi o povo brasileiro. Exilado do resto do mundo, da informação, da esperança de dias melhores, da educação, do respeito ás leis, da igualdade, da cidadania, exilado de tudo. Exílio é ser forçado a viver nesta terra, sem saber o que se passa no resto do mundo. Exílio é conviver com as mentiras que a televisão brasileira conta ao povo diariamente. Viver de queijo Suíço e vinho Francês definitivamente não é um degredo. Desterrados e banidos ainda estamos nós, o povo. Nossos pérfidos heróis, que voltaram do exterior, e nossos soldados infiéis, tiraram dos pobres para dar aos ricos.
Tortura é o que a televisão brasileira faz com a nossa gente. Tortura é o domínio cultural que esta Minoria Dominante nos impõe todos os dias. Nas novelas, nos programas de auditórios, nos telejornais, de todas as maneiras. Até mesmo nos currículos escolares, deturpam nossas crenças e tradições. Violam nossa dignidade. Impõem-nos uma cultura alienígena e mentirosa. As declarações e decisões de juízes, advogados e outros pseudo-intelectuais violentam nossa consciência diariamente sem que possamos fazer nada. Roubam-nos as riquezas e também a identidade.  Hoje somos um povo que sequer consegue falar a própria língua, que também nos foi roubada. E não há quem se indigne. Nem se consegue avistar adiante o menor sinal de revolta na população zumbi. Que perdeu a alma, os sonhos e a razão. Que virou bicho. Eles venceram.  


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