domingo, 17 de julho de 2011

O Direito Das Maiorias.


Não há nada mais antigo neste país que o direito das minorias. Desde o tempo do império são as minorias que ditam as regras que a maioria tem que obedecer.
Reis, Imperadores, a Nobreza Aristocrática, as Oligarquias Rurais e Industriais, a eternamente atuante Oligarquia do Judiciário e agora as Oligarquias Gays, Oligarquias da Corrupção, do Crime e da Imoralidade, ditam ao povo indefeso o que fazer. Impondo uma tirania intelectual, onde contestar é proibido. Um fascismo pós-ditadura militar devotado a destruir o que sobrou da cultura, da tradição e dos valores das famílias brasileiras.
Em qualquer Estado onde a minoria impõe sua vontade reina a ditadura, o despotismo e o totalitarismo que sempre governou este país.
Em todos os partidos existem regras que sob o argumento de proteger aos grupos minoritários, perpetuam o império das Oligarquias em nossa terra. Mas nenhum partido em seu estatuto se preocupa clara e inequivocamente em fazer valer a vontade da maioria desamparada e sem direito de contestação. A Maioria que não tem qualquer instrumento jurídico que faça valer sua vontade. Sem escola, sem renda, sem teses e sem forças para impor respeito à democracia. Democracia se faz pelo respeito da vontade da maioria que não esta representada explicitamente por nenhum partido neste país.
Antagonicamente, vivemos em uma época em que todos se voltam para a preservação do meio ambiente, das florestas, dos animais e das culturas indígenas, mas devastam a cultura do povo brasileiro com a mesma intensidade com que devastaram as florestas desta terra. Sem que nenhum ambientalista ou patriota, padre ou qualquer homem de bem se levante em defesa de nosso povo. Se hoje tentam replantar as florestas derrubadas, amanhã, de onde trarão brasileiros nativos para restaurar nosso povo?
Vivemos em um país onde os canalhas freqüentam faculdades para desenvolver teses que justifiquem suas maldades, manipulando os conceitos e deturpando o sentido das palavras transformando o malfeitor em herói, pregando ora a inexistência do bem, ora sua necessária convivência com o mal, ora sua coexistência, como se dois corpos pudessem ocupar sempre o mesmo lugar no espaço. Um maniqueísmo ideológico que tem levado nosso povo a se destruir e se matar em proveito das minorias que exploram as riquezas da nossa terra e o trabalho da nossa gente. Propagando uma fusão entre o bem e o mal, de macho e fêmea, gerando um ser transgênico, uma simbiose entre o bem e o mal, onde alegam que um precisa do outro para existir, um cruzamento siamês do mal com o bem, um quiasma ideológico onde toda atrocidade é permitida e toda aberração é tolerada.
Onde toda crueldade é previamente justificada, o mal uma doença a ser tratada e consentida e o perdão um dever da vítima ao seu algoz. Nesta terra ideologicamente controlada por uma escória humana, se está dizimando a nação brasileira sob a anuência tácita dos ignorantes e o consentimento silencioso dos covardes.
A televisão brasileira, feito motosserras, arranca do povo as suas raízes, derruba suas convicções, devasta suas tradições e costumes impondo às famílias toda sorte de perversão e depravação ante o silêncio atônito dos que nada podem fazer.
Nós o povo, estamos sem líderes, sem partido e sem representação, que afronte o poder minoritário instalado nas máquinas de lavagem cerebral que teimam em impor ao povo valores que não nos pertencem, nem queremos. Sob a falsa bandeira de que liberdade se opõe à lei e à censura, à moral, à honestidade, a televisão brasileira impõe ao povo um linguajar grosseiro, chulo, obsceno, de baixo calão e expõe a população a cenas degradantes e infames, com diálogos explicitamente dirigidos a impor a supremacia de uma classe de indivíduos sobre a outra, ainda que a contra gosto dela. E nada há que se possa fazer, pois não temos quem nos represente. Em verdade a censura jamais deixou de existir, apenas trocou de mãos, hoje é manipulada por pessoas sem escrúpulos e decência. Sem qualquer compromisso com as futuras gerações deste país.
Está mais que na hora de exigirmos dos profissionais que atuam na televisão uma formação específica que lhes mostrem a gravidade daquilo que divulgam para a população. Uma formação básica em filosofia, sociologia, teologia e política daqueles que atuam em qualquer segmento da televisão já é mais que urgente que se faça. O baixo nível intelectual das pessoas que atuam na televisão brasileira já é um caso de insalubridade mental que contagia nosso povo indefeso. Incapaz de entender que as modernidades apregoadas pela televisão já eram praticadas em Sodoma há milênios atrás. Mas o abuso cometido pela televisão, não é praticado nos países que realmente simbolizam a modernidade como Japão, Estados Unidos, Inglaterra, Alemanha dentre outros. Nestes países as televisões seriam fechadas e seus donos presos por atentado ao pudor e desrespeito à soberania do povo.
É mais que urgente repensar a doutrina laicizante que tem disseminado a depravação em nossa terra, o desamor e desrespeito ao próximo, incrementado a onda de crimes e impunidades no seio de nosso povo, sustentado a corrupção e a miséria que varre esta nação. Imposto a ferro e fogo o despudor em nossas escolas e no seio das famílias. Uma manobra iniciada nos tempos da ditadura militar e sedimentada por seus sucessores para justificar a corrupção que rouba a esperança do povo por dias melhores. Sob o pretexto de defender minorias querem também impor o consumo de drogas para as crianças brasileiras. Tamanho é o despudor que não esta longe o dia em que será proposto para nossos estudantes o kit entorpecente como merenda escolar.
Nosso povo, composto em sua maioria de trabalhadores honestos e tementes a Deus, quer se ver representado por partidos que tenham sido criados para nos defender da maldade e da soberba dos poderosos, dos depravados e dos ímpios. Nós, o povo, que somos a razão de ser dos partidos queremos um capítulo de seus Estatutos dedicado aos nossos interesses, às nossas crenças, às nossas famílias e a nós mesmos enquanto trabalhadores que somos, como desempregados que estamos e como esteio do partido e da pátria que queremos. Precisamos de um partido que represente a maioria que somos e que expresse em altos brados a nossa verdade. Verdade sufocada pelo rugido uníssono e monofônico da mídia e pelas leis que nos impõe à nossa revelia, sem que nos consultem se queremos.
Dói saber que um trabalhador só pode ser filiado a alguns partidos se puder pagar. Que quando está desempregado não encontra no estatuto do partido uma única linha que lhe sustente a esperança. Que o partido que defende tantas minorias que de nenhuma proteção precisam, não tem um parágrafo que dê guarida ao trabalhador desempregado. Que vê o auxílio reclusão de um bandido ser infinitamente superior ao ínfimo seguro desemprego de um trabalhador. Seguro que acaba primeiro que a fome e antes do socorro. Socorro que nem sempre vem.
Dói saber que somos discriminados por uma minoria poderosa, por defender nossos valores morais, nossos costumes, nossas tradições familiares e religiosas sem que tenhamos quem se levante por nós. Será que devo lembrar aos partidos que a avassaladora militância dos partidos sequer é filiada, mas somos os verdadeiros militantes que muitos partidos têm? Pessoas que defendem os partidos por puro ideal, sem pedir cargos ou favores. O partido não existe por si e para si, somos nós, o povo, a razão de ser de todos os partidos. Somos nós, a maioria desprotegida que votamos religiosamente nos partidos de nossas preferências, que precisamos de amparo.
Urge que se insiram nos estatutos um capítulo dedicado ao amparo do trabalhador desempregado, aposentado ou afastado por motivo de doença que nesta condição sofre toda sorte de pisoteio e não têm a quem recorrer. E que neste país são uma parte grande da maioria desvalida. Urge que tenhamos nos estatutos guarida para a mulher de verdade, que só foi por uma vez na vida lembrada nos versos de Mário Lago, mas imediatamente rechaçada por feministas equivocadas que não entendem o valor da mãe dos filhos desta terra, o valor das esposas que anonimamente e sem qualquer amparo contribuem para o crescimento de nossa gente e nosso país. Ignoradas e discriminadas por pessoas que não entendem que sem elas nem o pouco de progresso que alcançamos existiria. Pessoas que não entendem que sem elas não há educação que prospere.
Urge que se resgate antes da sua extinção, a dignidade dos homens que sobraram nesta terra, que se restabeleça seu papel de provedor e chefe de família, honrado e sem vergonha de assumir sua virilidade. Nem eu, nem ninguém jamais viu a televisão brasileira tão incisivamente combater a miséria, o desemprego, a corrupção, o crime, a impunidade, a imoralidade ou qualquer outro interesse do povo. O que nos leva a suspeitar das verdadeiras intenções da televisão ao pretender corromper a moral do povo, impondo-nos costumes alienígenas, que nem mesmo em terras estrangeiras são tolerados.
Faz-se necessário que se formulem novas teses e leis que combatam as discriminações promovidas pelos administradores de empresa, chefes de recursos humanos, quando da contratação de empregados que não possuem o perfil que eles desejam. Condenando uma legião de brasileiros ao eterno desemprego. Que estas empresas percam o direito de usufruir dos dinheiros do trabalhador em suas operações.

Que se insiram nos estatutos que o papel dos vereadores é diminuir a distância entre Brasília e o povo. Encurtar a distância entre a capital do Estado e os anseios da população. Que o vereador seja mais que um garoto de recados da arrogância dos prefeitos, mas sim um porta voz da nossa gente.
Que se insiram nos estatutos dos partidos a busca pela concretização da teoria democrática, transformando de fato o voto do povo em poder. Poder de por e retirar nossos representantes. Poder de recusar a aprovação de uma lei ou contrato que não seja de nosso agrado. Poder de impedir que a televisão nos induza a erro ou deseduque nossas crianças. Poder de exigir dos órgãos públicos que cumpram sem demora o seu dever. Poder de poder decidir por nossa conta, nosso próprio destino.
Que partido seja apenas um nome e não uma rachadura entre o anseio do povo e a vontade soberana dos políticos.

Nenhum comentário:

Postar um comentário